
Flórida - EUA (2005), por João De
Um caminho pernoitado. Relembro na sombra de cada palavra o pensamento que outrora tive. Engraçado, porque relembro. Bem…, talvez porque os lôbregos sentidos o permitam. Não sei, se os quisesse recordar bastava pensar novamente. Era tão bela… pois era… uma beleza em imperfeito pretérito!
Sinto falta (!) mas acho que de coisa nenhuma. A regalia ilusória de muitos transborda na afectação de poucos (não invejo, mas fico intelectualmente feliz).
Oiço Harlod budd / Brian eno, the pearl… Curioso como a própria música invade e presenteia com a boiante sensação de um encontrar desesperante em si. A busca com que se refaz, exalta a comodidade do desconcerto.
Ahh... qualquer normal fomentador de inadequadas sensações não intelectualizadas ouvirá repouso em palavras que não o são. Parabéns!!
Cuido do ar como se de mim cuidasse. Em venturas o trago guardado para que pó algum se acomodasse. Permaneço na constância de não partir. Evoco a perplexidade do sonho que não tive para igualar a audácia da brisa que se me impõe. Prescrevo as ondas do cabelo, o deslocar de lábios e a branquidão taciturna do olhar…
Enfim, a vida que o é!
Quem desesperadamente procura, mais desesperadamente desiste…
Entrego-me, em sopro, ao calor do gelo.
Como é bom em claridade…